Foto Crédito: OMS/OPAS.
Como a sociedade brasileira passou a enxergar a gravidez na infância ao longo das últimas décadas? Um estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) mostra que o país avançou no reconhecimento dos direitos de crianças e adolescentes, mas ainda mantém práticas e desigualdades que transformam a maternidade precoce em uma experiência marcada por violência, culpa e perda de oportunidades.

Publicada na Revista Brasileira de Saúde Materno-Infantil, a pesquisa “‘She was just a girl’: insights into early motherhood in recent decades” analisa relatos de dez mulheres que se tornaram mães antes de completar 14 anos. Os depoimentos revelam mudanças importantes entre os anos 1960 e a atualidade: do casamento imposto e da naturalização da gravidez infantil à maior compreensão da violência sexual como problema de saúde pública.
Ainda assim, o estudo alerta que meninas negras e pobres continuam especialmente expostas à maternidade precoce e enfrentam obstáculos no acesso ao pré-natal, ao acolhimento e ao aborto previsto em lei. A matéria completa mostra como esses relatos expõem falhas persistentes na proteção da infância brasileira.
Leia o artigo na íntegra no site da Agência PáginaUm: https://agenciapaginaum.com/maternidade-antes-dos-14-anos-brasil-avancou-em-direitos-mas-violencia-e-desigualdade-persistem/




