Descrição
Pedagogia da relação: a autoridade do professor nasce do vínculo com os alunos
Em muitas escolas, o professor que admite não saber algo perde prestígio. Em Pedagogia da relação, a educadora Fátima Freire, filha de Paulo Freire, propõe o caminho inverso: reconhecer o “não saber” é a postura mais importante de quem ensina. Para ela, a aprendizagem depende menos de métodos e conteúdos do que da relação construída entre quem conduz e quem aprende.
O livro reúne uma abordagem que a autora desenvolveu com educadores de várias regiões do país e que, até agora, circulava sobretudo nos grupos de formação que ela conduz. O caminho começa pelo professor, e não pela sala de aula: primeiro ele revisita sua história, seus valores e as marcas da própria escolarização. Só depois vêm a gestão da turma, os conteúdos e a didática.
Entre os pontos que o livro trabalha:
- Autoridade que se conquista: a diferença entre a autoridade que o cargo dá e a que só os alunos podem reconhecer.
- “Fala para” e “fala com”: quando organizar conteúdos e metas, e quando abrir espaço para o diálogo sobre conflitos e emoções.
- Ferramentas do dia a dia: devolver a pergunta ao aluno, registrar por escrito o que aconteceu em aula, planejar a partir do que a turma traz e avaliar sem caráter punitivo, incluindo a autoavaliação do professor.
- Uma crítica à escola de hoje, marcada por mercantilização, tecnicismo e padronização, e uma reflexão sobre por que a relação presencial ganha ainda mais peso em tempos de informação disponível em qualquer tela.
A obra é organizada por Sonia Villaboim e Deise Luppi, com prefácio do educador português António Nóvoa.
É uma leitura para professores, coordenadores, gestores e estudantes de Pedagogia, e para quem quer entender por que a mudança na educação começa antes de chegar à sala de aula: na sala dos professores.









Avaliações
Não há avaliações ainda.