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Medalhista de prata fica “menos feliz” do que quem ganha bronze. Por quê?

Os Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio começaram na sexta-feira passada. Em mais de 300 competições serão entregues medalhas de ouro, prata e bronze. Pesquisas anteriores revelaram que os medalhistas de bronze pareciam mais felizes que os de prata. Estudiosos tentam há anos entender por quê. Uma nova pesquisa, feita pela Escola de Gerenciamento Carlson e publicada no Journal of Experimental Psychology, obteve informações que ajudam a esclarecer o motivo.

A equipe liderada por William Hedgcock, professor associado de marketing da escola (que pertence à Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos), utilizou pela primeira vez um software comercial para analisar a expressão do rosto de 413 medalhistas em fotos de 142 eventos esportivos, representando 67 países, em cinco Jogos Olímpicos de Verão, entre os anos de 2000 e 2016.

Os resultados foram os mesmos obtidos em pesquisas feitas no passado sem o auxílio de softwares: medalhistas de bronze eram mais propensos a exibir um sorriso do que medalhistas de prata, enquanto que medalhistas de ouro eram mais felizes do que outros medalhistas. Mas indicaram algo mais:

  • Os medalhistas de prata formaram uma comparação ascendente com os medalhistas de ouro com pensamentos de “quase ganhei o ouro”, enquanto os medalhistas de bronze formaram uma comparação descendente com um quarto colocado com pensamentos de “pelo menos ganhei uma medalha”.
  • Os medalhistas formam seus pensamentos com base em quais são suas expectativas ao entrar no evento, com medalhistas de prata ficando mais decepcionados porque suas expectativas anteriores de desempenho eram maiores do que os medalhistas de bronze.

“Agora temos uma ideia melhor de por que atletas que se saíram objetivamente melhor, como prata versus bronze, podem parecer menos felizes”, explicou Hedgcock. “A noção de fazer comparações ascendentes e descendentes não se aplica apenas aos medalhistas olímpicos, mas também a muitos aspectos da vida, como desempenho no trabalho, na escola ou ao fazer compras, por exemplo. O professor alerta para o fato de o software escolhido “quase elimina possíveis preconceitos”. Quase…

Fonte: Universidade de Minnesota. Em destaque, foto de Alex Smith/Unsplash

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