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Cash back – a ousadia dos crimes cibernéticos chega às compras com troco

Na quarta-feira, John Telusma, 37 anos, foi condenado nos Estados Unidos a 4 anos de prisão por adquirir cartões de crédito roubados e realizar transações com eles. Telusma pertence a uma organização internacional criada para aplicar golpes cibernéticos, com base em identidades roubadas, dados de cartão de crédito roubados ou comprometidos, malware de computador e outros contrabandos. De acordo com informações, a empresa – Infraud Organization – teve, em seu auge, mais de 10 mil membros espalhados pelo mundo e operava – por mais de 7 anos – sob o slogan “In Fraud We Trust” (“Nós confiamos na fraude”). Segundo a justiça norte-americana, a Infraud comprou e vendeu mais de quatro milhões de números de cartões de crédito e débito roubados, num esquema que custou às vítimas cerca de 568 milhões de dólares (cerca de 2,5 bilhões de reais).

Telusma é o 14º réu a ser condenado por seu papel nas fraudes desse organização. Dentre os sentenciados anteriormente estão:

  • O co-fundador da Infraud Sergey Medvedev, 34, também conhecido como Stells, da Rússia, que foi condenado a 10 anos de prisão;
  • O desenvolvedor de malware Valerian Chiochiu, 32, também conhecido como Onassis, da Califórnia, que foi condenado a 10 anos de prisão;
  • Membro VIP Arnaldo Sanchez Torteya, 35, vulgo Elroncoluna, do México, que foi condenado a oito anos de prisão;
  • Membro VIP Edgar Rojas, 31, da Venezuela, condenado a oito anos de prisão;
  • o coletor de dados em caixas eletrônicos José Gamboa, 35, também conhecido como Rafael101, da Califórnia, condenado a oito anos de prisão; e
  • Membro VIP Pius Wilson, 35, de Nova Iorque, condenado a sete anos de prisão.

O golpe do cash back

Além da ousadia, a criatividade é um dos pontos fortes desses criminosos de ocasião. Parece inesgotável a capacidade que esses bandidos têm de criar semana após semana novos golpes. Muitas vezes eles enganam suas presas oferecendo preços atrativos em sites de vendas e ainda prometem “troco” que, em certos casos, chega até ao dobro do valor da compra.

De acordo com Francisco Gomes Júnior, advogado especializado em crimes cibernéticos, “muitas pessoas acabam caindo nesses golpes, esquecendo-se de que não há mágica no preço das coisas e que todas as promoções muito vantajosas devem ser checadas com cuidado, pois podem esconder uma fraude”.

Segundo dados das secretarias de segurança pública estaduais, o Brasil teve mais de 4 milhões de golpes registrados em 2021, estimando-se que o número real possa ser próximo ao dobro do informado. Apesar de dicas de segurança que constantemente são dadas por instituições públicas, bancos e comércio, a tendência de alta se mantém. Portanto, todo cuidado é pouco.

“O elemento fundamental do golpe é o impulso. Ao ver uma oferta vantajosa e por tempo limitado, muitos ficam tentados a comprar rapidamente, sem nenhuma checagem. Imagine o entusiasmo diante da promessa de que você vai receber em dobro o que gastou! Damos dicas todos os dias e os golpes continuam acontecendo. Então acho que podemos sintetizá-las em uma única dica: contenha seu impulso (não clique em links por impulso, não compre por impulso, não forneça dados por impulso). Agindo assim seu risco diminuirá muito. Outra dica importante é que, antes de qualquer compra, é preciso fazer uma checagem sobre a reputação do vendedor. Caso se trate de um site, verificar se o endereço é o correto, se há cadeado de segurança e se há relatos de outros consumidores que já compraram nesse endereço eletrônico. ”, finaliza o especialista.

Imagem em destaque: Shutterstock

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