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Marxismo? na universidade católica?

Trecho do livro Dom Paulo – Um homem amado e perseguido. Autores: Evanize Sidow e Marilda Ferri. Editora Expressão Popular

No Rio de Janeiro, João Paulo II almoçou com dom Paulo Arns, um arcebispo da África, dom Mauro Morelli, dom Luciano Mendes de Almeida, dom Lucas Moreira Neves, entre outros membros do clero. Estavam sentados a uma mesa comprida. O papa sentou-se no centro, dom Paulo em frente, Mauro Morelli à direita de Arns, Luciano Mendes à esquerda. O almoço foi organizado por Lucas Moreira Neves. Um dos pratos servidos era uma farta salada de rabanete. A primeira pergunta do papa foi para dom Paulo Evaristo Arns.

— Eminência, o senhor poderia me dizer qual é a influência do marxismo na Universidade Católica de São Paulo?

Morelli pediu a palavra.

— Santo padre, o senhor me permite responder?

— Pois não.

O bispo considerou que estaria tirando Paulo Arns de uma enrascada. Morelli percebeu pela face do cardeal de São Paulo que, de alguma forma, ele estava um pouco perturbado com a pergunta. Era uma leve contração no músculo do rosto que indicava que estava tenso.

— Para o senhor perceber o alcance da influência do marxismo no Brasil, na universidade, eu vou te dar uma visão um pouco pictórica disso. Quando o jovem entra na faculdade, no primeiro ano, ele é um trotskista furioso; no segundo ano, ele abranda um pouco, é apenas marxista; no terceiro ano, ele adere ao socialismo; no quarto ano, vira capitalista; e, no quinto ano, ele sai e vai explorar o povo.

Mesmo estando o papa aparentemente confuso com a explicação, o grupo preferiu mudar de assunto.

Nas 455 páginas, fatos que Dom Paulo só confessou às autoras do livro.

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